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quarta-feira, 4 de julho de 2012

história: DIA DA INDEPENDÊNCIA DOS ESTADOS UNIDOS


No século XVIII, observamos o processo de crise das monarquias absolutistas, sinalizando o fim de um período chamado pelos liberais de Antigo Regime. Combatendo os princípios religiosos, filosóficos e políticos que fundamentavam a definição de um poder centralizado e a manutenção de certas práticas feudais, as revoluções burguesas sinalizavam a criação de uma nova forma de poder estabelecido.

De acordo com a historiografia, a primeira experiência revolucionária a defender as ideias iluministas e reivindicar o fim da opressão monárquica, ocorreu no território das Treze Colônias inglesas. De posse da Coroa Britânica, as Treze Colônias desenvolveram certas peculiaridades econômicas, políticas e culturais. Sem contar com um modelo homogêneo de exploração colonial, os habitantes dessa região tinham uma relação diferente com sua metrópole.

Conhecida como “negligência salutar”, a liberdade concedida pelo governo britânico aos colonos norte-americanos foi responsável pelo florescimento de um espírito autônomo e a consolidação de diferentes formas de exploração do território. Ao sul, a economia baseada na plantation de exportação sustentada pelo trabalho escravo fazia contraste com as pequenas propriedades e as atividades comerciais empreendidas pelos colonos do norte.

Ao longo do século XVII, o envolvimento da Inglaterra em guerras pela Europa tornou-se um dos grandes fatores explicativos de toda liberdade política e econômica concedida às Treze Colônias. Entre os conflitos em que a Inglaterra se envolveu, a Guerra dos Sete Anos (1756 – 1763) foi responsável pelo esvaziamento dos cofres públicos do país. Buscando sanar suas contas, a Inglaterra resolveu enrijecer suas relações com as colônias.

Em 1764, a chamada Lei do Açúcar obrigava os colonos a pagar uma taxa adicional sob qualquer carregamento de açúcar que não pertencesse às colônias britânicas. Com tal exigência, a autonomia econômica dos colonos começava a ser ameaçada. No ano seguinte, a Lei do Selo exigia a compra de um selo presente em todos os documentos que circulassem pelo território. Já em 1773, a Lei do Chá obrigava a colônia a consumir somente o chá oriundo das embarcações britânicas.

Inconformados com tais desmandos e inspirados pelos escritos dos pensadores John Locke e Thomas Paine – francos opositores da dominação colonial – os colonos norte-americanos começaram a se opor à presença britânica nas Treze Colônias. Em dezembro de 1773, organizaram uma revolta contra o monopólio do chá que ficou conhecida como Boston Tea Party. Intransigente aos protestos coloniais, a Inglaterra decidiu fechar o porto de Boston (local da revolta) e impor as chamadas Leis Intoleráveis.
No ano seguinte, reunidos no Primeiro Congresso da Filadélfia, os colonos redigiram um documento exigindo o fim das exigências metropolitanas. No Segundo Congresso da Filadélfia, ocorrido em 4 de julho de 1776, os colonos resolveram romper definitivamente com a Inglaterra, proclamando a sua Independência.

Não reconhecendo as resoluções do Congresso da Filadélfia, a Inglaterra entrou em conflito contras as 13 colônias. Esses confrontos marcaram a chamada Guerra de Independência das Treze colônias. Apoiados pelos franceses, inimigos históricos da Inglaterra, as Treze Colônias venceram a guerra, tendo sua independência reconhecida em 1783.

Adotando um sistema político republicano e federalista, os Estados Unidos promulgaram sua carta constitucional em 1787. Os ideais de liberdade e prosperidade defendidos pelos fundadores da república norte-americana não refletiam a situação dispares dos estados do Norte e do Sul. Tais diferenças acabaram por promover um conflito interno, que ficou conhecido como Guerra de Secessão.
Por Rainer Sousa
Mestre em História

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Seis em cada dez deficientes com 15 anos ou mais não terminaram o ensino fundamental


O Censo Demográfico 2010 mostra que 61,1% da população de 15 ou mais anos de idade com alguma das deficiências investigadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não tinha nenhum tipo de instrução ou não conseguiu completar nem o ensino fundamental. O número, divulgado nesta sexta-feira (29), é 22,9 pontos percentuais maior que o índice daqueles que declararam não ter deficiência (38,2%).

NÍVEL DE INSTRUÇÃO

 Pelo menos uma deficiênciaSem deficiência
Sem instrução61,1%38,2%
Médio incompleto14,2%21%
Superior incompleto17,7%29,7%
Superior completo6,7%10,4%
Não determinado0,4%0,7%
  • Fonte: IBGE
Esse número é maior nas regiões Nordeste (67,7% do total) e Norte (61,9%). Em todos os outros níveis de instrução, a diferença entre as pessoas com e sem deficiência é um pouco menor –porém, em qualquer um dos casos, os percentuais são menores entre aqueles que declararam possuir algum tipo de necessidade especial.
Segundo o IBGE, quase 46 milhões de brasileiros, cerca de 24% da população, declarou possuir pelo menos uma das deficiências investigadas no censo: mental, motora, visual ou auditiva.

Taxa de alfabetização menor

A taxa de alfabetização entre as pessoas de 15 anos ou mais que disseram ter algum tipo de deficiência (81,7%) também é menor do que os que se declararam sem nenhuma delas (90,6%).
De acordo com o órgão, foi considerada alfabetizada “a pessoa capaz de ler e escrever um bilhete simples no idioma que conhecesse”. Foram classificados também como analfabetos aqueles que “aprenderam a ler e a escrever, mas que esqueceram devido a ter passado por um processo de alfabetização que não se consolidou e a que apenas assinava o próprio nome”.
Os dados dos dois grupos se aproximam quando o critério é taxa de escolarização. Segundo o IBGE, 95,2% das crianças de 6 a 14 anos com deficiência estavam na escola, contra 97,71% do total da população nesta faixa etária. A região Norte teve o menor índice do país: 93,3%, número 0,7 ponto percentual maior que o da população sem deficiência. Isso se deve, diz o instituo, provavelmente à falta de infraestrutura de transporte escolar na região.

Mais de 5,7 milhões confirmam inscrição no Enem 2012; número de participantes é recorde




Mais de 5,7 milhões de estudantes confirmaram participação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2012, informou o MEC (Ministério da Educação) na noite desta quinta-feira (28). São 5.790.989 inscritos, um número recorde.
Desse total, 4.029.756 ficaram isentos da taxa, de R$ 35. Os outros 1.761.233 efetuaram o pagamento. Estavam isentos estudantes de baixa renda e os concluintes de escolas públicas em 2012.As provas acontecem nos dias 3 e 4 de novembro.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

enem: COMO ESTUDAR CIÊNCIAS HUMANAS E SUAS TECNOLOGIAS

           
As 45 questões do Enem sobre Ciências Humanas e suas Tecnologias englobam História, Geografia, Filosofia e Sociologia.
Alguns dos assuntos de Humanas que mais aparecem nas questões do Enem desde 2009
Movimentos sociais ao longo da História
Tecnologia e seu impacto na vida social e política
Cidadania
Problemas urbanos
Situação rural brasileira
Questão ambiental
No caso de História, o professor Gianpaolo Franco Dorigo, supervisor do curso Anglo, pontua: “A primeira observação que deve ser feita é que a prova é bastante extensa, o que abre a possibilidade de uma abrangência bastante grande para os assuntos abordados. Mas as determinações contidas na descrição das Competências e Habilidades podem ajudar a identificar alguns rumos.”
Fazendo isso, é possível constatar, por exemplo, a importância dada aos movimentos sociais. “Nesse sentido, ocorre com alguma frequência o questionamento sobre o movimento operário e as formas de organização em sindicatos e outras associações, bem como suas lutas, tanto no Brasil do século XX quanto nos primórdios da Revolução Industrial inglesa”, explica ele. Na História do Brasil, muitas vezes o movimento operário é analisado à luz das relações com o Estado, principalmente na época do trabalhismo de Getúlio Vargas.

Já no século XIX, afirma o professor, a atuação de movimentos sociais no Brasil envolve principalmente a luta pela emancipação dos escravos e a posterior inserção dos afrodescendentes na sociedade brasileira. “O movimento da Abolição deve ser encarado não como uma concessão das elites, mas como fruto, em grande parte, da luta dos próprios escravos pela emancipação. Uma tentativa de trazer as questões inauguradas a partir da escravidão para os dias de hoje envolve questões que vão da discriminação racial ao significado da política de ‘cotas’ para minorias”, explica ele.

Mas fique atento: segundo o Gianpaolo, movimentos sociais específicos como a Revolta da Vacina e as guerras de Canudos e do Contestado, no início do período republicano, também podem ser abordados. “A preocupação com História do Brasil é evidente, com as perguntas sobre o assunto geralmente superando aquelas consideradas de História Geral”, constata ele. 

Questões ligadas à tecnologia e seu impacto na vida social e política também costumam aparecer, com destaque para as tecnologias de informação. O candidato é levado a questionar como a cultura e a política do século XX sofreram o impacto dessas novas tecnologias.


O tema da cidadania, desde o surgimento do termo, na Democracia grega e na República romana, até sua prática atual, também é recorrente.
Em Geografia, problemas urbanos (violência, habitação etc.), a situação rural brasileira e aquestão ambiental (o que inclui desmatamento, aquecimento global, erosão etc.) são os temas mais abordados, segundo o professor e supervisor da área no curso Anglo, Paulo Roberto Moraes.
Como se prepararPara os professores, é fundamental ir além das informações cotidas em livros e apostilas e manter em dia a leitura de artigos sobre atualidades na internet e em publicações impressas. 

Ter um conhecimento básico dos temas é importante, mas treinar a leitura e interpretação de textos, tabelas, mapas e gráficos também pode ajudar muito. “Vale lembrar que a prova contém enunciados grandes, e muitas vezes a simples leitura do texto ou observação atenta da imagem é suficiente para identificar a alternativa correta”, completa o professor Gianpaolo.